Adorno Na Praça Paris & Outros Encontros - 1ªed.(2021), De Arthur Dutra. Editora Kotter, Capa Mole, Edição 1 Em Português, 2021

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  • Ano de publicação: 2021
  • Capa do livro: Mole
  • Gênero: Poesia brasileira.
  • Poesia.
  • Número de páginas: 152.
  • Peso: 190 g.
  • ISBN: 09786589624615.

Descrição

Encadernação: Brochura
Páginas: 152
Gênero: Poesia Brasileira
Formato: 15 x 21 x 1
Peso: 190 gramas

SINOPSE

A audição musical define o Brasil contemporâneo? Ou é a imagem de uma prática cuja influência se reduziu na era da internet? Adorno na Praça Paris e Outros Encontros procura lançar luz sobre estas e outras questões de um tempo, o nosso, musical. O livro consiste em poemas e ensaios que se sucedem como os improvisos de um grupo de músicos, ou como os comentários de um blog. Assim, a leitura incorpora a temporalidade típica da audição de um show ou de uma playlist. Como pano de fundo, a ficção iniciada em Arte DEncarte, o livro anterior do autor: o conceito de livro-encarte como a continuação das histórias dos discos de vinil.

SOBRE ESTE LIVRO

Quem lê ADORNO NA PRAÇA PARIS e OUTROS ENCONTROS não deve ter pressa. Querem ir?, perguntam os autores-personagens em certa passagem. Então, tragam sua bagagem seus livros, seus discos (ou streamings ou arquivos), sua história. Porque aqui, quanto mais se troca, mais se acrescenta. Daí que o plural é necessário: Querem ir juntos? []

Os personagens-autores dos prefácios, poemas e ensaios deste livro podem não ser de todo desconhecidos do leitor. Eles são o professor Fernando Estrada e os quatro amigos Benedix, Robindro Ancel, Paulo Pontilhista e d.c. que se já se entenderam e desentenderam antes em Arte DEncarte, publicado em 2014 com os CDs O tempo do encontro e A musa de Benjamin e outros ensaios. Agora esse grupo tem o acréscimo de Anna Rare, que dá início ao percurso e lança algumas pistas do roteiro da viagem. O ponto onde encontramos os personagens parece ser um futuro distópico, porém não muito distante, pois suas bases estão colocadas no presente, neste momento em que, como relembra Anna, a adesão irrefletida às promessas da informática levou à disseminação massiva de mentiras, calúnias e incitações à divisão. Em seu plano para pacificar a arte dencarte, Fernando Estrada procura convencê-los a colaborarem na realização dos sonhos não realizados uns dos outros. []

Para onde querem ir?, indagam os autores-personagens. ADORNO NA PRAÇA PARIS e OUTROS ENCONTROS propõe a possibilidade de sonhar e realizar outro futuro, outro destino. Uma utopia aonde se vai por intermédio do amor e da curiosidade antropológica pela humanidade: acolher o outro com as razões dele e tentar compreendê-las, sem abolir a diferença. Este não é um ato de homogeneização, mas de real respeito à diversidade.

Claudia Rabelo Lopes.